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09/02/2026

Diminuição do apetite após 1 ano: entenda e saiba como agir

Próximo ao primeiro ano de vida, o bebê diminui o apetite ou até mesmo para de comer certos alimentos que antes aceitava bem. Essa situação, embora angustiante para os pais, é completamente normal e está relacionada ao desenvolvimento da criança.

Nesse período, o ritmo de crescimento desacelera: enquanto no primeiro ano o bebê triplica de peso desde o nascimento, nos anos seguintes o ganho é bem mais gradual, o que reduz naturalmente suas necessidades calóricas e, consequentemente, o apetite. Isso é fisiológico e natural dos bebês.

Essa mudança fisiológica também coincide com o aumento da curiosidade da criança pelo mundo ao seu redor. Agora, o bebê quer explorar, brincar e interagir, e o momento da refeição pode perder um pouco o interesse. No entanto, essa fase não deve ser motivo de desespero. É importante focar na qualidade do que está sendo oferecido, mesmo que em porções menores, respeitando a saciedade do bebê. Pratos coloridos com divisórias e design lúdico podem aumentar o interesse da criança pela refeição.

Perda de apetite em bebês de 1 ano: Quais são os desafios e como lidar

Um desafio comum nessa fase de perda de apetite nos bebês é a seletividade alimentar, onde a criança pode começar a recusar alimentos que antes comia com entusiasmo. Para lidar com isso, a dica é variar a apresentação: ofereça o mesmo alimento de formas diferentes, como brócolis no vapor, picadinho no arroz ou misturado em uma sopa cremosa. Estudos mostram que crianças podem precisar experimentar um alimento de 10 a 21 vezes antes de aceitá-lo novamente. Portanto, tenha paciência e persistência, sem pressionar ou forçar.

O ambiente também faz toda a diferença. Refeições em locais tranquilos, sem distrações como televisão, tablets ou brinquedos, ajudam a criança a focar no alimento e a reconhecer seus sinais de fome e saciedade. Além disso, o exemplo da família é poderoso! Crianças tendem a imitar os hábitos dos pais, então comer junto e incluir alimentos saudáveis no cardápio da família é uma ótima forma de incentivar o interesse pelo prato.

Diminuição de apetite em bebês: Outras dicas importantes!

Por fim, evite usar alimentos ultraprocessados como alternativa ou substituição aos alimentos recusados. Se a criança perceber que a recusa leva a opções mais palatáveis, como biscoitos, iogurtes adoçados ou sucos, isso pode se tornar recorrente e, sem querer, pode-se acabar fomentando uma seletividade ainda maior.

Lembre-se: a fase de recusa alimentar após um ano é temporária e, com paciência e boas práticas, pode ser superada de forma tranquila, ajudando a criança a desenvolver uma relação saudável com a comida. E, caso as dificuldades persistam, consulte um profissional para ajudar a superá-las!

Laura Escobar

Nutricionista CRN3-63644

Especialista em Nutrição Infantil da Marcus & Marcus Brasil